O trabalho e o surf.

Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento.” (Henri de Montherlant)

É fácil comparar a consciência universal ao mar; uma massa fluida e indiferenciada onde a primeira fase de criação corresponde á formação de ondas. Podemos considerar uma vaga como uma identidade individual, e torna-se evidente que a vaga é o oceano e o oceano é a vaga. Não há separação real. Toda esta dinâmica é livre, poderosa e indomesticável. Para viver o surf na sua plenitude é preciso ser livre, e ter um emprego das 9 ás 5 não é ser livre. Ter um emprego é como estar matriculado num programa de domesticar humanos. Passas a ser um bom animal de estimação. Se não acreditas olha á tua volta para as pessoas que tem empregos regulares, o que é que vês? Precisamente isso que estás a pensar, humanos fechados em gaiolas mentais, se levares essa gaiola para cima de uma prancha, o resultado nunca poderá ser bom. Os seres humanos não foram feitos para viver em gaiolas. Se não tens trabalho e te resta uma pequena centelha de liberdade, esquece o emprego regular e dedica-te àquilo de que realmente gostas. O SURF. É evidente que nem todos podem ser o K. Slater, mas também nem todos os que praticam futebol podem ser o Messi, e nem por isso deixam de jogar. Boas ondas.

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