Consegues viver sem Facebook?

“Alguns Facebook de mulheres são iguais a açougue. Tem peito, coxa, bunda, mas a cara da vaca não tem.” (Rafa Chokito)

COM tanta controvérsia á volta do Facebook, resolvemos ouvir a opinião do especialista em informática, o inimitável Victor Janelas. Para isso recorremos á ajuda da nossa jornalista Ana Marmelos.
AM – O que é que acha do facto de algumas pessoas se dizerem dependentes do facebook?
VJ – Eu confesso que tenho facebook, ainda não o desactivei totalmente, mas uso-o com muita parcimónia. Quem vir as minhas paginas, e a quantidade de informação que contem, é levado a pensar o contrário, mas a verdade é que sou mesmo parcimonioso na utilização do “bicho”.
– Mas sente-se dependente, ou não?
– Para mim, o facebook é um meio, não um fim. É uma ferramenta como muitas outras, uma ferramenta de divulgação, mas não passa disso mesmo. Coloco lá imensa informação, mas não passo o tempo a verificar actualizações, ou a lidar com solicitações de amigos. Não me preocupo com jogos, nem com quem joga. Não vejo postes engraçados, nem quero saber quem comeu o quê. Não me interessa se fulano anda com sicrana, ou mesmo com sicrano. Não quero saber se as pessoas gostaram de algo que lá coloquei, ou não.
– Essa não é uma postura um bocado snobe?
– Não, de todo! Digo isto, não para denegrir aquilo que os utilizadores do facebook fazem, mas para assinalar o ruído que se acumula á nossa volta quando mergulhamos de cabeça numa rede social.
– Ruído?
– Evitando o uso compulsivo do facebook, o meu ambiente torna-se assim mais silencioso. Concentro-me em coisas com um caracter mais introspectivo. Leio mais, e escrevo mais. Se me quero expressar mais subtilmente, ou não, uso um dos blogues que criei.
– E para os surfistas, isso não é um bocado redutor?
– Sei que somos criaturas sociais, e por isso mesmo, é natural que queiras socializar online. Queres estar em contacto permanente com a malta do surf, queres saber o que está a dar, e em que praia. Tudo isso é normal, mas também é normal perceber que é uma socialização superficial, com uma mensagem de vez em quando, um comentário aqui ou ali, um like ou outro. Todavia falta-lhe a substancia de uma sessão de copos, ou de um lanche, um jantar, uma sessão de treino ou um passeio pela paia.
– Isso é um convite?
– Não de todo. Quer dizer… bom, não interessa… experimenta passar um dia sem Facebook, ou qualquer um dos outros sites sociais que costumas utilizar. Passa um dia sem mensagens ou sem emails. Desliga, passa algum tempo sozinha, lê um livro, ou escreve alguma coisa. Não marches ao ritmo da informação, mas ao teu próprio ritmo. És capaz de ficar surpreendida.
-Isso é um convite?
– Não… quer dizer…
– JÁ percebi. Vai ver se eu estou online…
Foi a entrevista possível com um mestre da informática. Boas ondas.

 

Facebook logo

Facebook logo (Photo credit: Wikipedia)

 

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