O surf não é uma religião!

“A religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos.” (Napoleão Bonaparte)

HÁ uma velha história Persa que define muito bem três atitudes humanas básicas, principalmente a mais estúpida de todas, a religiosa. Passa-se num quarto escuro.
Num quarto escuro um homem procura alguma coisa. È um cientista.
Num quarto escuro um homem procura uma coisa que não está lá. É um filósofo.
Num quarto escuro um religioso procura uma coisa que não está lá e exclama:
– Encontrei!
O que é que isto tem a ver com o surf? Tudo, porque muitas vezes o surfista procura no surf algo que não está lá. O surf inspira muita gente, desperta muitas emoções, faz com que muitos se transcendam, mas (há sempre um mas), não é uma religião. A pior coisa que se poderia fazer ao surf, era transformá-lo numa religião. Porquê? Porque já sabemos o que acontece com as religiões. Dão sempre para o torto, e há sempre alguém que se arma em dono dela. As coisas são o que são, e saber apreciá-las exactamente como são, já revela uma grande dose de sabedoria. Na vida em geral, e no surf em particular, não é preciso mais nada, muito menos religiões.
Boas ondas.

 

A Coruña, O Orzán, surf.

A Coruña, O Orzán, surf. (Photo credit: Wikipedia)

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