O príncipe do sexo!

“Quando o assunto é sexo, todos mentem.” (Jerry Seinfeld)

O Manolo Porras, mais conhecido por Manolo, meio parecido com o Antonio Banderas, descendente de galegos, mulherengo inveterado, e segundo alguns, chulo não oficial, encontrava-se no bar do Alfredo a beber uns copos. O Manolo tinha a fama de ser um amante insaciável, praticante de todo o tipo de perversão imaginável, sabendo-se por terceiros algumas das sua proezas eróticas, coisa que o tornava famoso junto das mulheres e um inimigo mortal de pais, namorados, noivos e maridos de qualquer idade, raça, credo ou posição social. Estava no bar, de olho numa surfista muito jeitosa que lhe andava a dar a volta á cabeça, mas como ela ainda não tinha aparecido, entretinha-se a “galar” uma loira espampanante que estava numa mesa sozinha. Nisto, entrou uma equipa de reportagem da televisão local. A repórter era uma mulheraça, e depois de olhar em volta dirigiu-se com o cameraman para junto do Manolo. Disse que estava ali para o entrevistar, já que ele era uma figura muito conhecida na cidade. E qual era o tema da entrevista, perguntou o Manolo.
– Prostitutas.
– Como assim, prostitutas?
– Prostitutas, mulheres da vida, putas, um assunto que o senhor conhece muito bem.
– Eu percebo de putas?
– Claro que percebe, foi o primeiro nome que me veio á cabeça quando pensamos em fazer uma reportagem sobre prostituição. A sua fama é conhecida em toda a cidade.
– Mas eu não entendo nada de mulheres da vida, se já falei com alguma foi sem saber.
– Bom, o senhor não quer fazer a entrevista, mas que entende de putas, lá isso entende, conversamos com algumas das suas “vitimas”.
– A única coisa que eu sei sobre esse tipo de mulheres é o que vejo na net, e o que de vez em quando leio nos anúncios dos jornais.
– Ok, ok, se não quer falar sobre isto tudo bem. Nesse caso porque é que não fazemos uma entrevista sobre o sexo como passatempo?
– Mas que raio? Eu… sexo como passatempo?
– Sim, como hobby, entretenimento, não me diga também que não percebe nada disso.
– Mas com os diabos, madre mia, porque é que a menina pensa que eu entendo alguma coisa de sexo, seja como passatempo, profissão ou lá o que for? Na verdade, em matéria de sexo…
– Está bem, já vi que o senhor Manolo se nega a partilhar a sua experiência com os nossos espectadores e não quer ajudar a informar a sociedade. O senhor faz como quiser, o problema é seu.
– Mas eu…
– Boa tarde, passe bem…
O Manolo ficou meio embasbacado a abanar a cabeça, como quem não acreditava naquilo que acabara de acontecer. Depois, levantou-se, passou pela mesa da loira espampanante que continuava sozinha, inclinou-se, disse-lhe qualquer coisa ao ouvido e saiu do bar. Passado meio minuto, a loira levantou-se e foi atrás dele.
O Alfredo continuou a limpar os copos, sorriu, e pensou com os seus botões: “Um dia quando for grande, quero ser como o Manolo.”
Boas ondas.

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