Violência pouco doméstica.

“O casamento é um livro cujo primeiro capítulo é escrito em verso e os demais, em prosa.” (Beverly Nichols)

NO Bar do Alfredo, ás sextas feiras á noite, havia uma espécie de Stand-up comedy que era famosa pelas anedotas politicamente incorrectas, e uma das histórias mais batidas sobre judeus, e uma das preferidas entre os surfistas, que frequentavam o bar, era aquela história do Moisés Pechincha, um dos ourives mais antigos da cidade. Reza a lenda que, um dia, o velho Pechincha viu-lhe entrar pela casa dentro a filha lavada em lágrimas. O velho ficou alarmado e perguntou á filha o que tinha acontecido. Ela contou-lhe que o marido lhe tinha batido, e começou a chatear o pai para que fizesse alguma coisa, porque aquilo não podia ficar assim.
O velhote pensou um bocado, e, a seguir, esbofeteou-a violentamente e disse-lhe:
– Agora, dá meia volta e volta para a tua casa.
– A filha ficou de boca aberta e perguntou-lhe:
– Mas ó pai, porque raio me esbofeteaste? Então eu venho-me queixar que o bruto do meu marido me bateu e tu bates-me também? Mas estás louco, ou o quê?
– Volta para tua casa! Respondeu-lhe o velho Pechincha. – Quem é que o teu marido pensa que é? Bateu na minha filha? Então, vai dizer-lhe que eu bati na mulher dele!
Boas ondas.

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