Um sono do caralho!

“Sou um homem simples. Tudo que eu quero é sono suficiente para dois homens normais, whisky suficiente para três, e mulheres suficientes para quatro.” (Joel Rosenberg)

O nosso filósofo favorito, o grande Rodrigo Pompeu, estava sentado ao balcão do Bar do Alfredo, com uma olheiras enormes, e numa onda de melancolia, que parecia que se espalhava pelo bar todo e chegava até á praia. Falava com o Alfredo, mas na verdade falava mais com os seus próprios botões, do que com o Alfredo. Dizia o Pompeu:
– Ò Alfredo, esta malta do surf até me deixa tonto com tanta agitação, é sempre a entrar e a sair, veste fato, tira fato, encera prancha, lava prancha, porra um tipo até fica cansado só de olhar para eles.
– E então, o que é que isso tem de mal?
– Ó pá, tem de mal que eu ando a ler Baudelaire, (eu bem digo que este blogue é muito intelectual), mais precisamente “Projectos de prólogos para as Flores do Mal”, e há um pensamento dele que anda a mexer um bocado comigo.
– E qual é esse pensamento?
– Dizia o Baudelaire, “Aspiro a um repouso absoluto e a uma noite contínua.”
– O poeta queria morrer?
– Lendo o resto, parece que sim, “Nada saber, nada ensinar, nada querer, nada sentir, dormir e sempre dormir, tal é actualmente a minha única aspiração.”
– E tu, queres morrer?
– Ò pá, não sei, mas ando com um sono do caralho!
Boas ondas.

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