As etapas da loucura!

“A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia.” (Michel Foucault)

O Zé Bodes andava com alguns problemas existenciais, era viciado em acção, e a muita adrenalina punha-lhe os nervos em franja. Por isso, ficou todo contente quando encontrou o Dr. Pardal, no bar do Alfredo, era uma maneira de ter uma consulta de borla. Sentou-se ao lado do doutor e foi directo ao assunto:
– Olá doutor, eu sei que não gosta de falar de trabalho fora do consultório, mas eu tenho que falar consigo…
– Diz lá, Zé…
– O doutor sabe que isto de ser nadador salvador é muito setressante, e aturar os surfistas todos os dias também não ajuda, por isso, ando assim a modos que setressado, parece que estou a dar em louco…
– Meu caro Zé, relaxa, isso é só uma fase que estás a atravessar…
– Isso é fácil de dizer, mas ando mesmo lixado, até tenho medo de me passar da cabeça…
– Olha, todos nós temos varias fazes de “loucura” conforme vamos avançando na vida. Numas idades gostamos de uma coisa, noutras, gostamos de outras coisas diferentes e por aí fora.
-?
– Por exemplo; aos 4 anos adora-se os animais, as flores, a natureza, aos 10 anos, adoramos a menina (ou menino) que brinca connosco, ao 13 fixamo-nos no colo de uma mulher, ao 15 ficamos apanhados por uma miúda qualquer…
– Nunca tinha pensado nisso…
– Aos 20, ou 25, talvez se ame a mulher com quem casamos, aos 30 amamos a bailarina da casa de alterne, aos 35 adora-se a reputação e as honrarias, aos 50 pelamo-nos para jantar com o ministro, ou com o presidente da câmara, aos 60 ama-se a mulher da vida que nos alicia, e por aí fora…
– Então não tenho problema nenhum?
– Não Zé, não tens, estás a atravessar uma fase mais complicada, mais nada.
– Não preciso de tomar nada?
– Não pá, é natural que um homem passe por várias paixões, e desilusões, ao longo da vida. Hoje são as mulheres, amanhã é o jogo, no outro são as roupas, enfim a vida é mesmo assim. A ti, nesta altura, é a tensão que te põe em fanicos. Porque não tentas fazer crochete para relaxar, há quem diga que é tão bom como o yoga…
– Ò doutor … vá gozar com o ca#”*#*…1ª
Boas ondas.

1ª Pedimos desculpa por não usar a palavra “caralho”, palavrão que muito estimamos, mas por uma questão estética (e não de educação) resolvemos usar os símbolos, ficam muito mais giros.

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