E agora…a Grunhofobia!

image

 

 

 

 

 

 

“A alma não tem segredo que o comportamento não revele.” (Lao-Tsé)

QUANDO a nossa colaboradora, a jornalista Ana Marmelos, leu o artigo anterior, quis logo deixar o seu testemunho sobre este assunto. Avisamos já que a rapariga é um bocado radical, por isso mesmo não assumimos qualquer responsabilidade pelas opiniões expressas neste artigo. Siga o baile:

– ” Não sou racista, homofóbica, xenófoba ou qualquer coisa do género. Mas sou sem sombra de duvida “grunhofóbica”! Quando toca a defender o meu direito de usufruir de um bocadinho de areia, de mar e de sol, na paz do senhor, aí sou intransigente. No meu caso parece que tenho mel (deve ser do apelido), mal estendo a toalha, já tenho uns grunhos em cima de mim, a jogar bola, ou a mandar piropos. Francamente não sei qual das duas coisas é pior, mas sou da opinião de que, tal como há tabuletas nas praias a indicar zonas perigosas e não vigiadas, deveria haver também, uma tabuleta a indicar ZONA DE GRUNHOS, embora isto seja uma redundância porque quer dizer exactamente a mesma coisa, que é uma zona perigosa e não vigiada. Para essa zona (que seria a pior da praia) seriam levados á força pelos nadadores salvadores, ou pela policia marítima, todos os grunhos que se encontrassem na praia. Os outros frequentadores da praia, teriam como dever cívico indicar qualquer grunho que se encontrasse no areal em plena prática da grunhisse. Na zona dos grunhos, como é obvio, não haveria nadador salvador, e seria expressamente proibido prestar auxilio a qualquer grunho que estivesse a afogar-se. As bolas, as raquetes, as tangas, as sungas, os calções de surfista comprados nos chineses, os tijolos que debitam musica, e produtos afins, seriam confiscados no final do dia e incinerados. Quem pensa que estou a exagerar, é só fechar os olhos, e imaginar que está estendida na areia a ouvir o PLOC/PLOC da bola para cá, e para lá, e sempre á espera de levar com ela nas trombas, ou noutro sitio ainda mais sensível. Como, infelizmente já me aconteceu. Lá vai o sol, e o relaxe para o espaço. Já não falo aqui na musica altíssima, e nas conversas aos berros, com palavrões a torto e a direito, para não parecer que passo a vida a reclamar por tudo e por nada. Caro leitor, lembre-se deste slogan “PRAIA LIMPA É PRAIA SEM GRUNHOS”, e colabore para a manutenção da sua saúde mental, que corre sérios riscos sempre que o meu amigo(a) frequenta uma praia deste país. Muito obrigado pela vossa atenção.”

Boas ondas.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s