Quem não lê, não vê!

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.” (Mario Quintana)

O escritor Adolfo de Paiva estava numa discussão “intelectual” com o Victor Janelas, o especialista em software. O escritor afirmava que a leitura é fundamental para o indivíduo ter algum lastro cultural, e uma visão da vida esclarecida, e o Janelas contrapunha que, o importante era mesmo a informação. Dizia o Paiva:
– Caro Victor, a leitura é dos poucos encantos da vida que se quer culta, e quem raramente, ou nunca, a pratica, só pode ter inveja e respeito por quem o faz.
– Mas eu leio…
– Sim, jornais e revistas de informática ou de surf. Qual foi o ultimo livro que lestes?
– Ummmm, assim de repente não me lembro…
– Pois, quem não tem o costume de ler, está prisioneiro de um mundo limitado em relação ao tempo e ao espaço. A puta da vida cai numa rotina fixa, e um tipo fica limitado aos contactos e conversas com alguns amigos e conhecidos, e só tem conhecimento do que acontece na vizinhança.
– Não estarás a exagerar?
– Não, não estou, quando tens nas mãos um bom livro, podes dizer que estás em contacto com um dos melhores conversadores do mundo.
– Isso é capaz de ser verdade, mas acho que qualquer leitura é útil.
– Não é bem assim, a melhor leitura é aquela que nos leva para um mundo contemplativo, e não aquela que se ocupa unicamente dos factos. Acho que nem sequer podemos chamar leitura a isso, pois quem perde tempo com os jornais ou revistas, só se preocupa exclusivamente em obter noticias sobre alguns factos ou acontecimentos.
– E estar a par dos acontecimentos não é importante?
– Claro que é, mas também é preciso ter bom gosto e algum critério na hora de escolher algum texto. Lembra-te sempre disto, de todos os instrumentos que o homem inventou, o livro é sem duvida nenhuma o mais assombroso. Todos os outros são extensões do corpo!
– ???
– Por exemplo, o microscópio, ou o telescópio se quiseres, são extensões dos olhos, o telefone, ou o moderno telemóvel, pode ser encarado como a extensão da tua voz, a espada ou a pistola são a extensão do teu braço.
– Nunca tinha pensado nisso!
– Pois, mas o livro é outra coisa: o livro é a extensão da tua memória e da tua imaginação. E os bons tornam-se inesquecíveis. Por isso é que acho estranho que não te lembres de qual foi o ultimo que lestes.
– Por acaso lembrei-me agora…
– A sério, e qual foi?
– As Paginas Amarelas…
Boas ondas.

PS – Este post é sobre leitura por isso não há imagem.

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