Quero um tacho, mas não tão grande!

“Só os maus ou os tolos pensam que os favores são gratuitos.” (Publílio Siro)

O pai do Pedro Ponta Fina, o surfista malandreco que frequenta assiduamente este blogue, foi á capital e aproveitou para visitar um amigo deputado, para lhe pedir um emprego para o filho, o irmão mais novo do Pedro, que tinha acabado de completar o décimo segundo ano:
– Eu tenho uma vaga de assessor, só que o ordenado não é muito bom e sabes como é a vida aqui na capital, é caríssima…
– Quanto é, doutor?
– Um pouco mais de dez mil euros.
– Dez mil? Mas isso é muito dinheiro para o puto! Ele nem sabe o que fazer com essa massa toda, ou então, gasta tudo em putas e vinho verde. Não tens uma vaga mais modesta?
– Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio período. Estão a pagar cinco mil, e a única coisa que ele tem que fazer é não adormecer durante as sessões. O resto do tempo pode ir surfar.
– Ò pá, ainda é muito! Isso vai acabar por estragar o puto. Não quero que ele comece a ganhar vícios muito cedo. Não tens um emprego em que paguem aí uns mil ou mil e quinhentos euros?
– Ter, até tenho. Mas isso é só por concurso e é preciso ter um curso superior, seja Engenharia, Economia, Direito ou Gestão. E ainda tem de possuir conhecimentos em informática, além de inglês, francês e alemão, que agora é quase língua obrigatória…
Boas ondas.

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