Puta cara.

“Esse privilégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence apenas aos reis, às prostitutas e aos ladrões.” (Honoré de Balzac)

No restaurante da Maria Panela, o Pompeu jantava sozinho. Na mesa ao lado, estava uma loira espampanante, também sozinha. A certa altura o Pompeu levanta-se, inclina-se para ela e pede-lhe delicadamente:
— Dá-me licença que leve o ketchup?
— O quê? Não tem vergonha do que me está a propor! — grita a jovem. — O senhor não tem decência?
Todo o restaurante se vira para eles. O Pompeu vermelho como um tomate, balbucia:
— A senhora compreendeu mal. Eu apenas lhe pedi o ketchup…
— Nunca vi uma lata como a sua! O senhor é um ordinário!
O Pompeu volta para o lugar, observado severamente por toda a gente, principalmente pela Maria Panela. Entretanto, a mulher paga a sua despesa, vai à mesa dele e diz em voz baixa:
— O senhor desculpe a minha atitude. Eu explico. Sou socióloga e estou a preparar uma tese sobre as reacções dos homens perante uma situação embaraçosa na presença de público…
É a altura de o Pompeu gritar: — O quê? Duzentos euros mais hotel?! Você não vale metade!
Boas ondas.

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