È tudo meu…

“Essa história de que o dinheiro não dá felicidade é um boato espalhado pelos ricos para que os pobres não tenham muita inveja deles.” (Jacinto Benavente y Martinez)

Este pequeno interregno nas crónicas do Brasil deve-se á visita da Ana Marmelos a Nova Iorque. Não á NY dos States, mas á Nova Iorque do estado do Maranhão, aqui mesmo no Brasil. Não sabiam que havia uma Nova Iorque no Brasil? Pois ficam a saber. Esta cidade é famosa pelo caju, e até tem um festival dedicado ao mesmo que se realiza em Setembro. Tem uma praia com o nome de Caju localizada no lago formado pela Barragem da Boa Esperança. A Ana foi visitar a cidade a convite de um milionário que conheceu no Rio, e que fez fortuna na comercialização do Caju. Quando chegou, estava o ricaço á sua espera encostado a um Rolls Royce, todo a brilhar, que diz para a Ana:
– Este é o meu carro!
A Ana cumprimentou-o, e entretanto aproxima-se um motorista com um boné na mão.
– Este é o meu motorista. Entra.
Sentam-se os dois no banco de trás, e passado pouco tempo chegam aos portões de uma imensa propriedade. Diz o ricaço:
– O meu parque, as minhas árvores, os meus cavalos, os meus bois, as minhas vacas, o meu golfe o meu ténis, olha.
A Ana olhava para aquilo tudo meio embasbacada, até que o carro para em frente de uma enorme moradia, com uma fachada monumental. Uma criada precipita-se para receber o patrão, que sai do carro e diz para a Ana:
– Olha para a minha casa, os meus roseirais, o meu relvado, a minha piscina e a minha mega garagem.
A Ana não sabia o que havia de dizer, entretanto, entraram em casa, e o ricaço continuou com a ladainha:
– Olha para o meu hall, a minha escadaria, aqui vês o meu Picasso, aqui o meu Chagall, ali o meu Renoir, a minha coleção de tapetes persas, a minha colecção de porcelanas.
A seguir, entraram numa enorme biblioteca, inteiramente revestida de livros raros, e ricamente encarnados.
– A minha biblioteca, os meus pergaminhos do século XVIII, os meus manuscritos raros.
A Ana estava completamente siderada, quando o milionário a conduziu para o primeiro andar da mansão enquanto apontava para as paredes e dizia:
– Os meus desenhos italianos, o meu Dali…
O milionário dirige-se a uma porta que abre teatralmente e diz:
– O meu quarto…
Lá dentro, numa enorme cama em desordem, estavam um mulato e uma loiraça a meio de um acto sexual. Separam-se de imediato, enquanto o ricaço meio desconcertado, diz para a Ana:
– A minha mulher!
Depois, apontando para o homem nu sentado na cama, acrescenta:
– E aquele ali sou eu!
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

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Alegre mas não tanto.

“Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.” (Mario Quintana)

A Ana Marmelos estava no “Tô Nem Aí”, a beber um “Orgasm Layer”, e na mesa ao lado estava um casal a beber uma cerveja, ás tantas, o homem diz para a companheira:
– Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha? Pois eu me separei dela faz cinco anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber.
A companheira responde:
– Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim!
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

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Aquela Vaca!

“O meu conselho é que se case. Se você arranjar uma boa esposa será feliz; se arranjar uma má esposa, se tornará um filósofo.” (Sócrates)

Já sabemos que a Ana Marmelos gosta de ir beber umas caipirinhas ao “Tô Nem Aí”, de vez em quando apanha uns castiços já bem entornados, que gostam de partilhar as suas histórias, o ultimo estava sentado ao lado dela no balcão, e enquanto emborcava cerveja atrás de cerveja, não parava de dizer:
– Aquela vaca… aquela vaca…
Até que a Ana, já meio irritada, meio curiosa, perguntou:
– O senhor está a falar de alguém, ou com alguém em especial?
– Você é portuguesa?
– Sou sim…
– Então vou-lhe contar porque é que estou sempre a a falar da minha esposa…
– Sua esposa? A sua esposa é uma vaca?
– No verdadeiro sentido da palavra.
– Porquê?
– “Porque ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse: “Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”. Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?”
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

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Ladrões com estilo.

“Os ladrões exigem a bolsa ou a vida. As mulheres exigem ambos.” (Samuel Butler)

A Ana Marmelos estava, como de costume, no “Tô Nem Aí” a beber umas caipirinhas, e á conversa com uma jornalista brasileira, a J. Prado. A conversa derivou para a questão de segurança e dos assaltos, e a colega brasileira resolveu explicar o fenómeno em forma de anedota. Segundo ela, o estilo do assaltante, e por conseguinte, o do assalto, varia conforme as regiões do país. Eis um pequeno exemplo:
Assaltante carioca:
– Aí perdeu, mermão. Seguiiiinnte, bicho. Tu tá ferrado. Isso é um assalto, sacô? Passa a grana e levanta os braço, rapá. Não fica de caô que eu te passo o cerol, cara. Vai andando, e se olhar pra trás vira presunto.
Assaltante baiano:
– Ô meu rei… (pausa) Isso é um assalto… (longa pausa) Se num quiser, nem precisa levantar, pra num ficar cansado. Vai passando a grana, bem devagarinho. (pausa pra pausa) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho. (pausa) Vou deixar teus documentos na encruzilhada.
Assaltante de Brasília:
– Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, água, esgoto, gás, passagem de ônibus, imposto de renda, licenciamento de veículos, seguro obrigatório, gasolina, álcool, IPTU. O resto ficará para o mês seguinte.
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

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Tem Gente?

“Quando a necessidade aperta, toda a razão é inútil.” (François de Bois-Robert)

Perguntam vocês, e perguntam muito bem… então nunca mais se falou de surf aqui no blogue? Precisamente para resolver essa lacuna, a Ana Marmelos resolveu entrevistar um dos surfistas mais badalados do Rio, mas primeiro resolveram comer qualquer coisa. Estavam pois, a Ana, e o Bruno S. no Manoel & Juaquim a comer um frango bem picante, quando o dito cujo (picante), começou a fazer efeito, como consequência, a Ana correu para o WC, e deparou-se com a porta fechada. Desesperada, bateu com força na porta e perguntou:
– Tem gente?
– Não! È a merda que está falando…
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Explicações a mais.

“É bom que as mulheres bonitas geralmente sejam estúpidas. Se também fossem inteligentes, seria uma injustiça.” (Vittorio Buttafava)

A Ana Marmelos estava no “Tô Nem Aí” a beber um “Orgasm Layer”, quando um bêbado sentado na mesa ao lado disse em voz muito alta para os companheiros de mesa:
– Quem quer ouvir uma piada de loiras burras?
Antes que algum dos amigos respondesse, uma das mulheres sentada numa mesa próxima disse:
-Devo te avisar três coisas antes que você conte essa sua piada:
1. Eu sou uma loira de 1,75 e 90kg e pratico halterofilismo;
2. Aqui deste lado direito, tem uma loira professora de artes marciais;
3. E a mulher aqui do meu lado esquerdo é uma loira policial.
– Você ainda está querendo contar a sua piada de loira???
O bêbado pensa um pouquinho e responde:
-Assim eu desisto! Se eu tiver que explicar a piada meia dúzia de vezes vai ser um saco!
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Epilepsia carioca.

“A fórmula da felicidade, é a mesma da cirrose.” (Marquinhos D. Santos)

Um bêbado estava á porta de um bar, na Lapa, caído, esperneando e espumando.
A Ana Marmelos que ia a passar perguntou, assustada:
– Ele está a ter um ataque epiléptico?
– Não… respondeu um frequentador do bar, ele fica assim toda vez que o dono diz que não faz mais fiado!
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Sem falhas.

“Onde todos são corcundas, o homem bem-feito é uma monstruosidade.”

(Honoré de Balzac)

A Ana Marmelos ia a passar ali pela rua Capelão Alvares da Silva, em Copacabana, quando viu alguma gente a entrar para a sinagoga Kehilat Yaacov. Resolveu entrar, e ouvir um bocado do discurso do rabi. Este, enfatizava que a obra de deus era simplesmente perfeita, sem falhas. No fim do sermão, o rabi passeava entre os fieis conversando com alguns, cumprimentado outros, e quando já estava perto da Ana, apareceu um corcunda acompanhado de uma loira espampanante, que se dirigiu ao rabi e disse:

– Caríssimo rabi, sou um humilde judeu brasileiro, que honra deus constantemente, ouvi-vos dizer que deus faz tudo bem, mas olhai para mim, e vede como fui feito.

O rabi examinou-o por um momento, olhou para a loira de relance, e respondeu-lhe:

– Mas, meu amigo, de que te queixas? Para corcunda, estás muito bem feito.

O BRASIL É UM ESPECTÁCULO.

Boas ondas.
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Orelhão amigo.

“Podemos defender-nos de um ataque, mas somos indefesos perante um elogio.”  (Sigmund Freud)

A Ana Marmelos estava a sair do “Tô Nem Aí” já meio tocada, quando reparou num gay luxuriante (tipo J. Castelo Branco) que estava num orelhão a agradecer em alta voz:
– Obrigada, Obrigada, Obrigada, Obrigada …
E não se calava com aquilo, a Ana ficou curiosa e como estava desinibida devido ao álcool, resolveu perguntar ao gay:
Ó cara, porque é que está a agradecer tanto, e em altos berros?
– Você é portuguesa, né?
– Sou…
– Sabe o que é? É que eu disquei um numero qualquer e perguntei – Qual é a bicha mais gostosa de todo o mundo?
– E?
– E ele me respondeu: – TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU…
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO.
Boas ondas.

 

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Visita Papal.

“Essencial é para a fé não ver e crer no que não se vê.” (Louis Bourdaloue)

Esta visita do Papa Chico ao Rio foi uma autentica confusão, como a Ana Marmelos não é nada católica, bem pelo contrário, mas queria escrever qualquer coisa sobre esta visita, resolveu ir beber uns copos, e comer qualquer coisa, enquanto o Papa discursava em Copacabana. Escolheu um bar botequim de tradição portuguesa, o Manoel & Juaquim, que fica ali na esquina da Rua Republica do Peru com a Avenida Atlântica. Ou seja, o suficientemente perto para ter uma ideia do ambiente, mas suficientemente afastado para não ter que suportar o cheiro a mijo que se espalhava por toda a Copacabana. Mesmo assim, o cheiro chegava até ás portas do bar. Pudera, com três milhões de camelos na zona, e meia dúzia de WC portáteis para servir tanta gente, outra coisa não seria de esperar. Bom, vamos ao que interessa, a Ana resolveu comer o frango á Passaralho, que segundo a publicidade da casa, leva alho para caramba, (não rima porque é em brasileiro) acompanhado por uns chopps bem geladinhos. Até aí, nada de mais, o problema é que depois da comida resolveu experimentar a cachaça Manoel & Juaquim, uma cachaça de alambique de Mar de Espanha envelhecida, e a que chamam branquinha. Bebeu quatro ou cinco, enquanto ao longe se ouviam algumas palavras do Papa, entrecortadas pelo barulho da multidão, e da clientela do restaurante. A Ana puxou do seu bloco de notas Moleskine, e diligentemente tomou nota das primeiras palavras do Papa em Português:
– Ontem fo’dia santa!
– Hoje fo’dia de graça!
– Quem criou o Mundo “fo’Deuss”!
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO
Boas ondas.

 

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