Impróprio para consumo

“Existem lugares que marcam momentos, e momentos que marcam vidas.” “Nildo Lage”

Uma das primeiras coisas que a Ana fez quando regressou ao Rio, foi ir ao “Tô Nem Aí”, beber um copo, ou melhor, uma daquelas incríveis misturas que eles servem. Estava ela no segundo copo quando entrou no bar o Zé Carioca. O homem chama-se mesmo assim, e é um típico malandro do Rio que, conhece toda a gente da cidade, incluindo a Ana. Embora seja enfermeiro de profissão, não exerce, e vive de pequenos ganchos. Sentou-se ao lado da Ana, e ela não pode deixar de reparar no olho roxo.
– O que foi que te aconteceu? – pergunta a Ana.
– Eu levei com um frango congelado na cara, só isso!
– Mas como foi que aconteceu isso?
– É que ontem minha mulher estava de mini-saia e ela abaixou no congelador para pegar alguma coisa…Eu estava atrás dela e não resisti, agarrei ela ali mesmo.
– Sério?
– Claro! E ela não queria, se remexia, e eu fiquei com mais tesão ainda, e mais ela gritava, mais eu continuava… – Pô! – E ela se debatia como uma louca, e eu cada vez com mais tesão…
– Estou a imaginar a cena – diz a Ana meio excitada.
– E então, enquanto eu ……. , ela conseguiu pegar um frango congelado e o jogou no meu olho!
– Mas que coisa!…. A tua mulher não gosta de transar?
– No supermercado, não…
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

 

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O crime compensa.

“Quando o casamento parecia a caminho de se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha.” “Luis Fernando Veríssimo”

A Ana Marmelos regressou ao Rio e, como não podia deixar de ser, foi assaltada. Nada de especial, ficou sem a carteira, felizmente sem violência á mistura. Mesmo assim, resolveu apresentar queixa na policia. Estava ela a explicar o assalto a um agente, quando entrou um travesti aos berros na delegacia:
– Aaaiiiii, seu delegado… Que coisa mais horrorosaaaa!!!!
– Que foi que aconteceu?
-Fui estuprada e assaltada! Cinco homens, grandalhões, com aqueles fatos de surfista, me atacaram, me enfiaram aqueles troços enormes! Foi um horrorrrrr!!!!
-Calma… Quando foi que isso aconteceu?
-Ah… foi ontem ao fim da tarde… Eu estava a pegar um solzinho do fim do dia, e eles me pegaram á força, me levaram para trás das dunas… E então me usaram, se aproveitaram de mim! Fizeram tudo, tudo o que se pode imaginar!
O travesti, que por sinal era uma loira toda voluptuosa, explicou isto aos berros, e todo afogueado, perante o espanto da Ana, e a aparente indiferença do resto do pessoal.
Com muita paciência o delegado pergunta:
-E o que quer que eu faça? Que mande prender os pilantras?
-O quêê???De jeito nenhum! Eu exijo a “Reconstituição do Crime”!
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

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È tudo meu…

“Essa história de que o dinheiro não dá felicidade é um boato espalhado pelos ricos para que os pobres não tenham muita inveja deles.” (Jacinto Benavente y Martinez)

Este pequeno interregno nas crónicas do Brasil deve-se á visita da Ana Marmelos a Nova Iorque. Não á NY dos States, mas á Nova Iorque do estado do Maranhão, aqui mesmo no Brasil. Não sabiam que havia uma Nova Iorque no Brasil? Pois ficam a saber. Esta cidade é famosa pelo caju, e até tem um festival dedicado ao mesmo que se realiza em Setembro. Tem uma praia com o nome de Caju localizada no lago formado pela Barragem da Boa Esperança. A Ana foi visitar a cidade a convite de um milionário que conheceu no Rio, e que fez fortuna na comercialização do Caju. Quando chegou, estava o ricaço á sua espera encostado a um Rolls Royce, todo a brilhar, que diz para a Ana:
– Este é o meu carro!
A Ana cumprimentou-o, e entretanto aproxima-se um motorista com um boné na mão.
– Este é o meu motorista. Entra.
Sentam-se os dois no banco de trás, e passado pouco tempo chegam aos portões de uma imensa propriedade. Diz o ricaço:
– O meu parque, as minhas árvores, os meus cavalos, os meus bois, as minhas vacas, o meu golfe o meu ténis, olha.
A Ana olhava para aquilo tudo meio embasbacada, até que o carro para em frente de uma enorme moradia, com uma fachada monumental. Uma criada precipita-se para receber o patrão, que sai do carro e diz para a Ana:
– Olha para a minha casa, os meus roseirais, o meu relvado, a minha piscina e a minha mega garagem.
A Ana não sabia o que havia de dizer, entretanto, entraram em casa, e o ricaço continuou com a ladainha:
– Olha para o meu hall, a minha escadaria, aqui vês o meu Picasso, aqui o meu Chagall, ali o meu Renoir, a minha coleção de tapetes persas, a minha colecção de porcelanas.
A seguir, entraram numa enorme biblioteca, inteiramente revestida de livros raros, e ricamente encarnados.
– A minha biblioteca, os meus pergaminhos do século XVIII, os meus manuscritos raros.
A Ana estava completamente siderada, quando o milionário a conduziu para o primeiro andar da mansão enquanto apontava para as paredes e dizia:
– Os meus desenhos italianos, o meu Dali…
O milionário dirige-se a uma porta que abre teatralmente e diz:
– O meu quarto…
Lá dentro, numa enorme cama em desordem, estavam um mulato e uma loiraça a meio de um acto sexual. Separam-se de imediato, enquanto o ricaço meio desconcertado, diz para a Ana:
– A minha mulher!
Depois, apontando para o homem nu sentado na cama, acrescenta:
– E aquele ali sou eu!
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

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Alegre mas não tanto.

“Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.” (Mario Quintana)

A Ana Marmelos estava no “Tô Nem Aí”, a beber um “Orgasm Layer”, e na mesa ao lado estava um casal a beber uma cerveja, ás tantas, o homem diz para a companheira:
– Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha? Pois eu me separei dela faz cinco anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber.
A companheira responde:
– Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim!
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

 

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Aquela Vaca!

“O meu conselho é que se case. Se você arranjar uma boa esposa será feliz; se arranjar uma má esposa, se tornará um filósofo.” (Sócrates)

Já sabemos que a Ana Marmelos gosta de ir beber umas caipirinhas ao “Tô Nem Aí”, de vez em quando apanha uns castiços já bem entornados, que gostam de partilhar as suas histórias, o ultimo estava sentado ao lado dela no balcão, e enquanto emborcava cerveja atrás de cerveja, não parava de dizer:
– Aquela vaca… aquela vaca…
Até que a Ana, já meio irritada, meio curiosa, perguntou:
– O senhor está a falar de alguém, ou com alguém em especial?
– Você é portuguesa?
– Sou sim…
– Então vou-lhe contar porque é que estou sempre a a falar da minha esposa…
– Sua esposa? A sua esposa é uma vaca?
– No verdadeiro sentido da palavra.
– Porquê?
– “Porque ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse: “Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, sim?”. Você acredita que a vaca levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?”
O BRASIL È UM ESPETÁCULO
Boas Ondas.

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Ladrões com estilo.

“Os ladrões exigem a bolsa ou a vida. As mulheres exigem ambos.” (Samuel Butler)

A Ana Marmelos estava, como de costume, no “Tô Nem Aí” a beber umas caipirinhas, e á conversa com uma jornalista brasileira, a J. Prado. A conversa derivou para a questão de segurança e dos assaltos, e a colega brasileira resolveu explicar o fenómeno em forma de anedota. Segundo ela, o estilo do assaltante, e por conseguinte, o do assalto, varia conforme as regiões do país. Eis um pequeno exemplo:
Assaltante carioca:
– Aí perdeu, mermão. Seguiiiinnte, bicho. Tu tá ferrado. Isso é um assalto, sacô? Passa a grana e levanta os braço, rapá. Não fica de caô que eu te passo o cerol, cara. Vai andando, e se olhar pra trás vira presunto.
Assaltante baiano:
– Ô meu rei… (pausa) Isso é um assalto… (longa pausa) Se num quiser, nem precisa levantar, pra num ficar cansado. Vai passando a grana, bem devagarinho. (pausa pra pausa) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho. (pausa) Vou deixar teus documentos na encruzilhada.
Assaltante de Brasília:
– Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, água, esgoto, gás, passagem de ônibus, imposto de renda, licenciamento de veículos, seguro obrigatório, gasolina, álcool, IPTU. O resto ficará para o mês seguinte.
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

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Tem Gente?

“Quando a necessidade aperta, toda a razão é inútil.” (François de Bois-Robert)

Perguntam vocês, e perguntam muito bem… então nunca mais se falou de surf aqui no blogue? Precisamente para resolver essa lacuna, a Ana Marmelos resolveu entrevistar um dos surfistas mais badalados do Rio, mas primeiro resolveram comer qualquer coisa. Estavam pois, a Ana, e o Bruno S. no Manoel & Juaquim a comer um frango bem picante, quando o dito cujo (picante), começou a fazer efeito, como consequência, a Ana correu para o WC, e deparou-se com a porta fechada. Desesperada, bateu com força na porta e perguntou:
– Tem gente?
– Não! È a merda que está falando…
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Explicações a mais.

“É bom que as mulheres bonitas geralmente sejam estúpidas. Se também fossem inteligentes, seria uma injustiça.” (Vittorio Buttafava)

A Ana Marmelos estava no “Tô Nem Aí” a beber um “Orgasm Layer”, quando um bêbado sentado na mesa ao lado disse em voz muito alta para os companheiros de mesa:
– Quem quer ouvir uma piada de loiras burras?
Antes que algum dos amigos respondesse, uma das mulheres sentada numa mesa próxima disse:
-Devo te avisar três coisas antes que você conte essa sua piada:
1. Eu sou uma loira de 1,75 e 90kg e pratico halterofilismo;
2. Aqui deste lado direito, tem uma loira professora de artes marciais;
3. E a mulher aqui do meu lado esquerdo é uma loira policial.
– Você ainda está querendo contar a sua piada de loira???
O bêbado pensa um pouquinho e responde:
-Assim eu desisto! Se eu tiver que explicar a piada meia dúzia de vezes vai ser um saco!
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Epilepsia carioca.

“A fórmula da felicidade, é a mesma da cirrose.” (Marquinhos D. Santos)

Um bêbado estava á porta de um bar, na Lapa, caído, esperneando e espumando.
A Ana Marmelos que ia a passar perguntou, assustada:
– Ele está a ter um ataque epiléptico?
– Não… respondeu um frequentador do bar, ele fica assim toda vez que o dono diz que não faz mais fiado!
O BRASIL É UM ESPECTÁCULO!
Boas ondas.

 

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Sem falhas.

“Onde todos são corcundas, o homem bem-feito é uma monstruosidade.”

(Honoré de Balzac)

A Ana Marmelos ia a passar ali pela rua Capelão Alvares da Silva, em Copacabana, quando viu alguma gente a entrar para a sinagoga Kehilat Yaacov. Resolveu entrar, e ouvir um bocado do discurso do rabi. Este, enfatizava que a obra de deus era simplesmente perfeita, sem falhas. No fim do sermão, o rabi passeava entre os fieis conversando com alguns, cumprimentado outros, e quando já estava perto da Ana, apareceu um corcunda acompanhado de uma loira espampanante, que se dirigiu ao rabi e disse:

– Caríssimo rabi, sou um humilde judeu brasileiro, que honra deus constantemente, ouvi-vos dizer que deus faz tudo bem, mas olhai para mim, e vede como fui feito.

O rabi examinou-o por um momento, olhou para a loira de relance, e respondeu-lhe:

– Mas, meu amigo, de que te queixas? Para corcunda, estás muito bem feito.

O BRASIL É UM ESPECTÁCULO.

Boas ondas.
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